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O Brasil perdeu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026 e passou a ocupar a 65ª colocação entre 70 economias avaliadas. Divulgado na última quinta-feira (18), o levantamento é elaborado pelo IMD World Competitiveness Center (WCC) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) e mostra novo recuo da competitividade brasileira, deixando o país entre os piores classificados do estudo.
O resultado funciona como um alerta para o ambiente de negócios, em um momento em que as empresas enfrentam desafios de produtividade, custos operacionais e necessidade de adaptação tecnológica.
Segundo o estudo, o país piorou nos quatro pilares analisados: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. A maior deterioração veio da eficiência dos negócios, que recuou 11 posições.
Entre os principais gargalos, o Brasil aparece nas últimas colocações globais em indicadores estratégicos para o crescimento, como custo de capital, qualidade da educação básica, endividamento corporativo e produtividade da mão de obra.
No custo de capital, o desempenho reflete o impacto dos juros elevados, que encarecem investimentos, reduzem a previsibilidade financeira e dificultam projetos de longo prazo.
O levantamento aponta a baixa produtividade como um dos principais fatores ligados ao desempenho do país, apesar de avanços pontuais em alguns setores. O ambiente de negócios ainda é marcado por burocracia, insegurança jurídica e elevada complexidade tributária.
No ranking, o Brasil fica atrás de várias economias emergentes e desenvolvidas, que lideram em produtividade, eficiência empresarial e ambiente de negócios.
A distância para os primeiros colocados evidencia diferenças estruturais na capacidade de investimento, inovação e organização produtiva, segundo o relatório.
Esse cenário também é associado a entraves que afetam o ambiente corporativo, como custo de capital elevado, complexidade regulatória e limitações na qualificação da força de trabalho. Para empresas intensivas em tecnologia e serviços, esses fatores costumam ter impacto direto sobre a expansão e a competitividade.
Apesar da queda geral, o Brasil mantém desempenho relativamente melhor em alguns pontos. O estudo destaca a geração de empregos, o empreendedorismo e a matriz energética com maior participação de fontes renováveis.
Esses fatores, porém, não têm sido suficientes para compensar as limitações estruturais apontadas.
Para empresas e profissionais de contabilidade e finanças, o resultado reforça a necessidade de mais eficiência operacional e de um planejamento estratégico mais rigoroso.
Em um cenário de juros altos e crédito mais restrito, a competitividade passa a depender de fatores como gestão de custos, automação de processos e ganhos de produtividade.
Fonte: Com informações de Contábeis
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